A sessão foi marcada pela reativação da Frente Parlamentar pela Cidadania de LGBT's. Confira!
A luta contra o preconceito e a discriminação ganhou força, hoje (02), no Piauí, em razão da sessão solene contra a homofobia realizada na Assembléia Legislativa. Proposta pelo deputado estadual Fábio Novo (PT), a sessão solene homenageou entidades e personalidades que defendem os direitos das minorias e solicitam medidas governamentais contra o preconceito em razão de raça, cor, etnia, religião e orientação sexual.
Segundo o deputado Fábio Novo, a solenidade teve o objetivo de lembrar o Dia Mundial de Combate à Homofobia, comemorado em 17 de maio. “Queremos promover uma reflexão na sociedade sobre a importância do combate à discriminação e à violência contra o público LGBT. Queremos promover a cidadania desta parcela da população, através da disseminação informação sobre direitos, atuação no combate à violência, ações nas áreas de educação, cultura, assistência social, segurança, direitos humanos e, principalmente, lutar por direitos resguardados pela Constituição Federal”, disse Novo.
A sessão foi marcada pela reativação da Frente Parlamentar pela Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT), que já conta com 12 parlamentares em favor do respeito e da tolerância. “Os parlamentares do Piauí encaminharão documento à presidente Dilma Roussef pedindo a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas e aprovação da lei que caracteriza como crime a homofobia”, frisou Fábio Novo.
O Ministério Público Federal do Piauí, representado pelo procurador Leonardo Carvalho, foi lembrado pelo deputado Fábio Novo em razão do ajuizamento de ações que defendem a doação de sangue pelos homossexuais e o reconhecimento de casais homossexuais como dependentes para Imposto de Renda. “O Piauí é pioneiro em ações que defendem os direitos da comunidade LGBT”, disse o procurador Leonardo Carvalho.
O professor da Universidade Federal do Piauí, Francisco Junior, ressaltou a importância da educação para aumentar o nível de tolerância e respeito com a comunidade LGBT e frisou que a luta contra o preconceito deve ser feita em parceria com toda a sociedade. “A escola tem um papel fundamental para desconstruir o preconceito contra os homossexuais”, defendeu o professor.
Sobre o tema educação e cidadania, foi exibido um vídeo aprovado pela Unesco para composição do kit anti-homofobia que poderá ser distribuído nas escolas de Ensino Médio. O vídeo apresenta a história de Bianca, uma travesti que descreve seu processo de aceitação e relacionamentos no ambiente escolar. “Precisamos de leis específicas que defendam nossos direitos o quanto antes. Pagamos nossos impostos, somos cidadãos e merecemos respeito”, afirmou a presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, Geovana Baby.
A coordenadora da Liga Brasileira de Lésbicas e militante do Grupo Matizes, Marinalva Santana, reforçou a importância da regularização da lei que caracteriza homofobia como crime e defendeu a distribuição do kit anti-homofobia nas escolas. “Não podemos continuar sendo ignorados pelo Poder Público. Em 2010 foram 206 vidas ceifadas em razão do preconceito e da intolerância contra a comunidade LGBT. Não podemos permitir que esse triste quadro continue em nosso país”.
Foram homenageados durante a sessão solene, a primeira vereadora travesti do Piauí, Kátia Tapety; a deputada estadual Flora Isabel; o Ministério Público Federal; Grupo Matizes; Liga Brasileira de Lésbicas; professor Francisco Junior, da Universidade Federal do Piauí; a presidente da Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, Geovana Baby; Safira Bengel e jornalista Cinthia Lages.
Fonte: 180graus

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