A expectativa de atrair 50 mil participantes não foi concretizada, embora para os organizadores, sempre divergentes da polícia quanto aos números, o evento tenha reunido 20 mil pessoas.
O andreense Yago Steiningrer, 17, desabafou: "Cansei de sofrer preconceito, quase fui agredido. Vim até aqui para apoiar a causa e falar que somos todos iguais".
Houve também quem compareceu para se divertir e até comemorar a estada no País, caso da transformista Valentine Scaf, 20. "Voltei de Portugal há dois meses, vim até aqui para comemorar e curtir a festa."
Mas até mesmo os curiosos arriscaram sair de casa para cair na folia. "Nunca fui a nenhum evento parecido. Estou achando tudo bem animado. É importante uma festa como esta acontecer, pois é preciso haver mais respeito com o próximo", disse a fonoaudióloga Fernanda de Oliveira Souza, 47. "O que interessa é ser feliz e o amor na relação, independentemente de quem seja", complementou a também fonoaudióloga Márcia Regina Teles, 46.
Folia banaliza reflexão sobre direitos dos homossexuais
"Evento como este deveria ser chamado de ‘Fervo Gay'' , pois as pessoas vêm até aqui para se divertir e não para pensar em como lutar pelos direitos diante da sociedade", reclamou a apresentadora oficial da Parada LGBT, Lully Fashion.
Segundo a transformista, para que haja respeito aos homossexuais, é preciso consciência de que deve haver posicionamento atuante e sério no dia a dia. "Temos que ser exemplo para a família e lutar sempre pelos nossos direitos. Pensar só em festa é besteira".
fonte:Diário do Grande ABC
Nenhum comentário:
Postar um comentário